Oficinas de Leitura e Criatividade - Educação pelo livro, arte e natureza
Oficinas de Leitura e Criatividade - Educação pelo livro, arte e natureza

PROMOÇÃO CRIATIVA, POÉTICA, NATURALISTA DO LIVRO E DA LEITURA
Marina Palácio

As Oficinas de Leitura e Criatividade são desenvolvidas com as seguintes missões: ampliar o caminho da Paz e do Espanto; aumentar a curiosidade pelo Livro e pela Cultura; elevar os valores e direitos humanos, tal como dos restantes seres vivos; consciencializar para a preservação de todos os habitats e ecossistemas de Portugal e do Mundo; promover o respeito pela tolerância e pela diversidade; promover momentos de silêncio, bem-estar e partilha positiva com bom-humor.

Marina Palácio ajuda a formar leitores inteligentes, curiosos, culturalmente criativos e ativos na nossa sociedade e no mundo, mediante Laboratórios onde se cruzam as expressões artísticas, a Ciência, o Humanismo e a Natureza.

Trata-se de uma experiência sensorial e estética de investigação e descoberta usando o corpo completo. Ver, ler, estudar e interpretar a realidade representando-a com consciência crítica, desenvolvendo uma atitude positiva e otimista perante a vida.

Oficina das Auroras Boreais - As cores a luz e o belo

Oficina de conto e poesia cromáticasensorial sobre os habitantes do Ártico.
Criação e orientação: Marina Palácio

Sentido:
Uma história sobre o urso polar “Baltazar, o grande”, que viveu durante muitos anos preso num circo, e um dia, foi libertado por ativistas. A aventura da sua caminhada até encontrar o seu habitat verdadeiro. Uma viagem que se revelou tão grande, quase interminável, que o fez conhecer outros animais que relatam o seu dia-a-dia na fuga dos caçadores. Todas estas aventuras são contadas posteriormente aos seus amigos animais da neve num formato oficina de investigação. Uma espécie de laboratório científico e mágico para descobrir as tonalidades do branco onde todos vão experimentar, criar e ler desenhos “caleidoscópicos”, a partir da ciência da cor, da água, da luz e da respiração. A Natureza e o Belo, os sentidos. Refletir sobre as alterações climáticas e aprender a conservar os habitats, tal como, interpretar os sinais da Natureza. 

Objetivos:
Praticar “diferentes leituras” a partir de estímulos sensoriais e estéticos. Sensibilizar para a conservação da Natureza e explorar conceitos de Identidade na relação Homem/Ciência/Animal/Natureza. Familiarizar os participantes com conceitos, formatos e linguagens menos convencionais. Sensibilizar para a simplicidade, o sentido poético e estético do quotidiano.

Oficina Pequenos Jardineiros das Madrugadas

Oficina de Poesia cromática/plástica/sensorial e Flores Silvestres de Portugal.
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir do livro: O Jardim de Babai, de Mandana Sadat.

Sentido:
O que acontece se nós formos abelhas e levarmos cores de flor em flor? A partir da leitura do livro e de uma instalação sensorial, os participantes serão como Babai, jardineiros e ao mesmo tempo abelhas polinizadoras/criadoras de novas espécies de plantas. De forma performativa, os participantes vão sentir, interpretar e representar a história com o corpo inteiro através da exploração das tonalidades cromáticas/poéticas/sensoriais. Vão plantar e assistir ao crescimento de um jardim, e o mais espantoso, conviver em harmonia com todos os seus habitantes.

Metodologia:
A partir de uma leitura em português de um livro que permite também uma leitura em persa (em sentido contrário). Plantar um jardim, tal como Babai, mas através de uma viagem intensa na experimentação cromática.

Objetivos:
Exploração e experimentação intensa de algumas cores. Pequenas noções da importância dos agentes polinizadores e do ciclo de vida das árvores. Praticar
diversas formas de leitura. Familiarizar os participantes com conceitos, formatos e linguagens menos convencionais. Promover o cruzamento das expressões e sensações. Sensibilizar para a simplicidade, o sentido poético, gráfico e estético. Estimular o pensamento divergente.

Oficina Alfabetos Sensoriais

Oficina de Escrita, Pássaros de Portugal, Ilustração e Gastronomia para escritores dos 4 aos 6 anos.
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir do livro: ABC 3D, de Marion Bataille.

Sentido:
Há muitos pássaros no Mundo, mas nesta viagem vamos descobrir que todos nós temos um pássaro especial e amigo. Os pássaros de Portugal vão
ensinar-nos a experimentar um alfabeto sensorial, precioso, único, e também, como o nosso corpo poderá funcionar como uma folha de papel. As letras
vão ser “sentidas” de forma tão diferente que vamos ficar deslumbrados com a nossa potencialidade estética, gráfica e criativa. Vamos ser convidados a
sentar numa mesa recheada de sabores e odores portugueses e orientais para escrevermos e lermos o Mundo com o corpo inteiro.

Metodologia:
Vamos escrever com os sentidos criando um alfabeto sensorial, precioso e único. Experimentar escrever “poesia” com materiais do quotidiano.

Objetivos:
Construir e habitar um Alfabeto Gráfico e Sensorial. Praticar diversas formas de escrita e leitura. Familiarizar os participantes com conceitos, formatos e
linguagens menos convencionais. Promover o cruzamento das expressões e sensações. Ser criador e não só consumidor. Sensibilizar para a simplicidade, o sentido
poético, gráfico e estético do quotidiano. Estimular o pensamento divergente. Promover o respeito pelas diferentes formas e resultados de expressão.

Oficina o Mistério do Amor e das Borboletas!

Oficina de descobertas sensíveis para perguntas difíceis (especialmente) sobre o Amor e as Borboletas (tropicais) explorando o desenho performativo, caleidoscópios e escrita criativa.
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir dos livros:
As Borboletas de Portugal, de Ernestino Maravalhas; Urso Caça-borboletas, Susanna Isern e Marjorie Pourchet; Um Segredo do Bosque, de Javier Sobrino e
Elena Odriozola; O Mistério do Urso, de Wolf Erlbruch; e outros livros.

Sentido:
«Desde que o conheceu, o Esquilo não conseguia tirá-lo da cabeça. Quando pensava nele, nublava-se-lhe a vista, a voz fugia, o estômago ficava como uma pedra…, o esquilo estava apaixonado!»
A partir de três livros ilustrados e “sábios”, abordar algumas questões difíceis de responder com humor, verdade/sensibilidade sobre o Nascimento, o Amor e a Amizade. A transformação interna/externa ao longo da nossa vida, como no mundo das borboletas. Vamos descobrir que podemos refletir, desenhar, escrever com materiais menos convencionais, em luz e em sombra. A vida das borboletas, e de uma rara, que vive em Portugal. A transformação. O equilíbrio. As relações. O Belo.
«Um urso acorda do seu sono de inverno, e na manhã seguinte, depois de ter ganhado muita coragem, gritou na floresta tão alto quanto pôde: “Será que alguém me sabe dizer como eu poderei ter um filho?»

Oficina da Preguiça - Os bichos-preguiça, ritmos/movimentos, literatura de viagem e jogos matemáticos!

Oficina de encontros e biodiversidade pelos Povos do Mundo ao ritmo da tolerância e felicidade, com escrita-nómada, jogos matemáticos que contam histórias.
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir dos livros:
Slowly, Slowly, Slowly, saidtheSloth, de Eric Carle; Um Quilómetro de Cada Vez, de Gonçalo Cadilhe, Na Patagónia, de Bruce Chatwin; Árvore do Tempo, de Manuela Tavares e Marina Palácio; e outros livros.

Sentido:
O bicho-preguiça vai ajudar-nos a refletir sobre o sorriso de viver de forma plácida, impassível, calma, madura, imperturbável, descontraída, na verdade, de conseguirmos viver mais ao nosso ritmo natural. É isto, ser preguiçoso? Os encontros inesquecíveis durante as viagens que fazemos ao longo da Vida, desde o nosso interior, ao virar da esquina na nossa rua, até um destino mais longínquo. Uma jornada tranquila pelos sete continentes para descobrir as preciosidades únicas de cada lugar. Os pequenos viajantes terão tempo para descobrir os jogos matemáticos do povo Coqwe, tal como, refletir como poderemos salvar e preservar culturas como o povo indígena da Amazónia.

Metodologia:
Viajar através de alguns escritores e descobrir histórias insólitas, curiosidades dos Povos do Mundo. Exercitar diversos ritmos, através da escrita criativa e da matemática através de jogos. Compreender a biodiversidade e respeitar os ritmos de cada um, de forma funcional e integrada no Mundo.

Objetivos:
Praticar diversas formas de escrita e leitura e familiarizar os participantes com conceitos, formatos e linguagens menos convencionais. Promover o cruzamento das expressões e sensações. Estimular o pensamento divergente. Desenvolver a criatividade e promover o respeito pelas diferentes formas e resultados de expressão. Praticar “diferentes leituras” a partir de um livro ”científico”.

Oficina dos Mistérios?

Oficina poética feita de Perguntas (e de Escuta) performativas sobre o Antropoceno; a Morte/ausência/perda; o Universo; o funcionamento do cérebro; a Bondade.
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir dos livros:
Em que pensas tu?, de Laurent Moreau; Cá Dentro, de Isabel Minhós, Maria Pedrosa e Madalena Matoso; Arturo, de Davide Cali e Ninamasina; Quebra-cabeças, de Diego Bianki; SuperGigante, de Ana Pessoa, O Urso e o Gato Selvagem, de Kasumi Yumoto; O Pato e a Morte, de Wolf Erlbruch, O professor Astrogato nas fronteiras do Espaço, de Dr Dominic Walliman; O Pequeno Caminho para as Grandes Perguntas, de José Tolentino Mendonça, e outros livros.

Sentido:
Um laboratório literário, de escuta poética e sensível para fazedores/buscadores de perguntas sobre mistérios (alguns deles delicados e complexos) da Vida e da Morte. O simples facto de se falar da morte é considerado mórbido pela nossa sociedade. Cada vez mais é importante compreender o verdadeiro significado da morte e dos efeitos desastrosos desta “negação” que vão muito mais para além das pessoas, na verdade afeta todo o planeta.  Pode haver maneira de viajar mais depressa do que a luz? Abordar algumas ideias e teorias de físicos contemporâneos, como a Teoria das Cordas, ou a “Teoria de Tudo”. O que é a memória, para além de uma longa amizade entre neurónios? Como se inicia um mistério? Refletir sobre viver a vida com verdadeiro significado e bondade. Conseguir sentir a simplicidade e o íntimo das coisas como um “haiku” se tratasse.

«Porque é que nós amamos?» Ivan Moreira, 8 anos.
«Existem lápis que trabalham sozinhos?» Tomás Mota, 8 anos.
«Mistério é não saber como se formou a primeira aldeia do Mundo.» Gabriel, 8 anos.
“Secreto é o cheiro da semente.” in O Cheiro, O Nome das coisas, de Carlos Frias de Carvalho.

Metodologia:
A partir dum diálogo multissensorial e dançante entre o cérebro e o resto do corpo recorrendo à leitura de livros e materiais menos convencionais, os participantes serão envolvidos num processo criativo, lúdico e transformador para descobrir/escutar detalhes poéticos para ampliar o espanto e curiosidade sobre a Humanidade e o sentido da nossa estadia neste planeta.

Objetivos:
Praticar diversas formas de escrita e leitura e familiarizar os participantes com conceitos, formatos e linguagens menos convencionais. Promover o cruzamento das expressões e sensações. Estimular o pensamento divergente. Desenvolver a criatividade e promover o respeito pelas diferentes formas e resultados de expressão.

Oficina Geopoética da Paz e Diversidade (incluindo espécies pouco amadas)

Expedição silvestre para dialogar/ler e amar a biodiversidade de Portugal e do mundo!
Criação e orientação: Marina Palácio

A partir dos livros:
Tratado do Silêncio, de Marina Palácio; Guias de Campo; Lá Fora, de Maria Dias e Inês do Rosário; Queridos Extintos, de Arianna Papini e outros livros.

Sentido:
Uma oficina de ilustração-performativa e ecologia-biodiversidade para leituras vivas, criativas e poéticas em tom de expedição naturalista inspirada nos cinco princípios “Pessoas/Planeta/Paz/Prosperidade/Parcerias” e de “não deixar ninguém para trás” para ajudar a alcançar alguns objectivos de desenvolvimento sustentável assumidos por 193 países, como proteger a vida marinha e a vida terrestre, permitindo o bem-estar de todos os seres vivos. Desta forma, iremos conhecer algumas espécies da fauna e flora de Portugal (incluindo as pouco amadas), pois será que escutamos a voz da fauna e da flora e das outras formas de vida que nos rodeia? Como conseguiremos ler a paisagem silvestre permitindo acender diálogos de beleza e de gentileza com os restantes seres vivos? A necessidade de desenvolver a literacia natural, tão importante no equilíbrio da estruturação emocional/corporal, para um melhor entendimento futuro das aprendizagens (mais formais).

Metodologia:
Através da abordagem poética, performativa e criativa, explorar mais a importância do “Selvagem” e do “Infinito” nas nossas vidas. “A observação sensível e escuta poética também se querem ricas na prática dos micro-silêncios, nas vivências do quotidiano.

Aprender a Ser – Aprender com a Natureza Silvestre, esta poesia orgânica que inspirará para a Paz e para a inteligência dos ecossistemas, criando empatia e curiosidade no Mundo. Serão os animais e as plantas e outras formas de vida os grandes poetas ao longo dos tempos?

Objetivos:
Explorar conceitos de liberdade com a coexistência de animais e das plantas - onde estão as casas verdadeiras? Qual o valor da vida de uma planta? Conhecer a importância de algumas espécies de fauna “mal-amadas” de Portugal. Ampliar a empatia (e tolerância) pela diversidade, para a evolução da preservação dos habitats e ecossistemas de Portugal e do mundo. Promover a literacia natural, tão importante no equilíbrio da estruturação emocional/corporal, para um melhor entendimento futuro das aprendizagens mais formais. Levar o Mundo para dentro das Escolas e levar as Escolas para o Mundo - explorar conceitos de liberdade de coexistência descobrindo os cânticos poéticos escondidos na biodiversidade. Promover a escuta sensorial e poética da Natureza através de experimentação de conceitos e materiais não convencionais, sensibilizando também para as diferentes formas de leituras dos Livros e do Mundo.